AGRONEGÓCIO
Mato Grosso do Sul avança na pecuária sustentável com novilhos precoces
Publicado em
25 de setembro de 2024por
Da Redação
No ano passado, mais de 3,5 milhões de bovinos foram abatidos em Mato Grosso do Sul, sendo 40% desse total, ou cerca de 1,3 milhões de cabeças, de novilhos precoces. Esses animais mais jovens se destacam por apresentarem melhor acabamento de carcaça e alta qualidade.
Esse resultado é fruto de um esforço contínuo de modernização da pecuária local, com o uso de tecnologias avançadas pelos produtores e a implementação do programa Precoce MS. Criado pelo Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o programa premia pecuaristas tanto pela qualidade do acabamento dos animais quanto pelo uso de práticas sustentáveis nas fazendas. Recentemente, o programa passou por uma reformulação que equiparou esses critérios, incentivando o uso de técnicas sustentáveis no manejo da pecuária.
Desde a atualização, em abril de 2024, o Precoce MS já conta com 521 técnicos habilitados, que monitoram 2.250 propriedades rurais cadastradas. Nos últimos cinco meses, foram abatidos 657.224 animais em 26 frigoríficos participantes, com um total de R$ 43.113.303,00 em incentivos distribuídos.
O estado de Mato Grosso do Sul, já conhecido pela qualidade da carne que produz, caminha para ser reconhecido também pela excelência no processo produtivo. Esses números foram apresentados durante o Fórum Precoce MS, realizado recentemente, que teve como objetivo atualizar os responsáveis técnicos sobre as novas diretrizes do programa. Em parceria com a Associação dos Produtores de Novilho Precoce, o evento reuniu 180 profissionais para discutir as mudanças e adequações.
Durante a abertura, Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, destacou a importância da pecuária para a economia local. “Mesmo com resultados já bastante positivos, conseguimos reduzir o tempo médio de abate em 17 meses. Agora, nosso foco é aprimorar ainda mais o programa e trazê-lo para um patamar mais moderno”, afirmou.
Rafael Gratão, presidente da Associação Novilho Precoce, apontou que o programa está transformando a pecuária do estado. “Nosso objetivo é fortalecer uma pecuária mais eficiente, capaz de conquistar mercados que pagam melhor, como o europeu, onde há exigências rigorosas de certificação”, comentou.
Frederico Stella, diretor-tesoureiro da Famasul, reforçou a credibilidade do Precoce MS. “A reformulação do programa naturalmente gera questionamentos, e este fórum é o espaço ideal para esclarecê-los. É importante que os responsáveis técnicos compreendam essas mudanças, pois eles serão essenciais para o sucesso da pecuária no estado”, afirmou, também destacando a necessidade de ajustes para garantir a continuidade do programa, ameaçado por possíveis mudanças na reforma tributária que pode impactar seu funcionamento até 2032.
Verruck também destacou os avanços tecnológicos da pecuária sul-mato-grossense. “Nos últimos anos, a pecuária reduziu sua área de atuação, mas aumentou a produção de carne de qualidade. Isso demonstra a eficiência e o progresso tecnológico do setor no estado, que continua sendo essencial para o desenvolvimento econômico”, concluiu.
Durante o fórum, a gestora do Precoce MS, Gladys Espindola, apresentou os resultados desde a criação do programa, em 2017. “Mais de R$ 600 milhões já foram repassados aos produtores que atingiram os objetivos de produzir novilhos precoces”, ressaltou.
Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico-Sustentável, também destacou a importância do evento para aprimorar o trabalho dos técnicos responsáveis por acompanhar o programa no campo. “Queremos que todas as propriedades envolvidas melhorem sua eficiência produtiva, e esse evento é crucial para alcançar essa meta”, finalizou.
Fonte: Pensar Agro
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